Tema da Semana

Uma coisa que me irrita... Semana passada tiramos um recesso... e como sempre existem coisas que nos irritam... o que mais te irrita??

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Qustionário de boas intenções

Pergunta difícil essa que nossa equipe de jovens escritores nos propõem, não? Perguntinha capciosa que, nas mentes de muitos filósofos antigos ou bêbados de toda a história etílica que perpassa a humanidade, foi e ainda é motivo mais do que certo para se iniciar um grande conflito, nas milhares de praças espalhadas por aí, seja nas democráticas da Grécia Antiga ou nas com cheirinho de cana do nosso Brasilzão. Para o primeiro, porque tratava-se de um desafiante embate existencial que ele travava com suas próprias entranhas de velhinho pensador (será por que quando pensamos em filósofos só nos vem à cabeça essa imagem?). Para o segundo, pois este é tão orgulhoso do líquido sublime que, em grandes quantidades, a tudo arrebata, que consegue deixar até nossos queridos bebuns confusos quanto à exata origem de suas pessoas. Pois bem, tanto papo furado para dizer que posso ser assim comparado a esses pobres mortais. Às vezes posso parecer tão racional quanto o sábio filósofo de longas barbichas brancas e, ao mesmo tempo, confuso e perdido como nosso peculiar tipo brasileiro, o pinguço doidão. Ou melhor, quase um camaleão que metamorfoseia com o passar dos tempos e se identifica com diferentes estilos e culturas.

Desde pequeno, quando me esbaldava do caldeirão de ricas experiências populares que o interior me proporcionou em vida sã e digna (a infância), já buscava explicações para o fato de aquele menininho querer passar a menininha para trás com suas brincadeiras maldosas na hora do recreio ou para a ocasião em que meu pai insistia em pechinchar o preço do doce de leite no mercado a menos da metade do preço. É, senhoras e senhores, são os mistérios da curiosa vida na qual investem suas fichas as sagazes almas humanas. E esse é o verdadeiro espetáculo de personagens que em tudo querem se sobressair, seja na escola ou na feira. Não que meu antiqüíssimo coleguinha (deve estar convencendo alguém a ser feliz para sempre com ele, nesse exato momento) ou, muito menos, meu paizão (o qual me ensinou o dever de ser honesto e cultivar a semente do respeito mútuo), sejam personas non gratas para este humilde jornalista (ainda estudante) com pinta de escritor frustrado que vos fala. Na verdade, esses pequenos detalhes matreiros, inerentes à condição humana, são mais que normais e rotineiros. Eu também sou assim. Da simples e necessária entrevista de emprego à luta homérica para ter meu texto aceito por meus editores (eternos companheiros de toda a vida), estou eu lá, a torcer pelo justo reconhecimento.

Na verdade, mais que isso tudo, a necessidade de se fazerem cumprir as exigências morais e éticas, que nem o são para todos, quase que se afigura como uma guerra interminável para mim. Não no sentido de não mexer com a mulher do próximo (o que não faço), mas sim no sentido de não precisar de blefar para ganhar. Estou falando de se sagrar campeão com as mãos limpas. Podem até estarem suadas de tamanho desprendimento físico. Mas limpas, sempre. Assim tento ser. Faço questão de sorrir como o jovem que descobriu que é homem, indiscriminadamente, para todos. Esforço, nem sempre consigo. O porteiro me sorri, a dona do salão de beleza às vezes, os amigos, poucos, sempre (ainda bem!). Se não fossem por essa pequeninas demonstrações de amor ao próximo!

De tão humano, sou bobo. Um bobo que ainda acredita no valor humano. E em que um dia ainda possamos conviver mouros e cristãos, judeus e árabes, católicos e protestantes, brancos e negros, miseráveis e trilhardários, bonitos e meia-bocas, honestos e ladrões. E porque não, também casais de mesmo sexo, travestis, prostitutas, leprosos, mendigos, índios, amarelos, russos, neozelandeses, orientais e ocidentais? Nossos líderes terão a responsabilidade de nos dizer. Mas também seremos culpados por algo dar errado. Hoje não cumprimentei, despercebido, o vigia do meu departamento na faculdade. O dia em que ele mais não olhar minha bicicleta, terei de arcar com as consequências de minha imprudência companheirêsca. Deve estar se perguntando: esse simpático moço, preocupado com causas sociais e com pinta de bom samaritano existe? Pior que sim. Não por ser tão preocupado, mas por me perder por isso às vezes, ou quase sempre.

Assim sou eu. Ou tento ser. Amante de boa música (a que se canta com o coração e que se toca com o primor da natureza quebradiça da paciência dos jabutis), que curte comer doce de laranja da vovó, gosta de cafuné da irmã e admira seus pais. Ah, e ainda acha que será aquele trouxa, ao qual lhe será legada a tarefa de servir ao Quarto Poder, não o moderador, mas o pentelhador. O de jornalista mesmo. E para esta última, acredito piamente no já, adormecido pelas trombetas fúnebres do fim dos dias, saudoso Chico Science e Poeta dos Mangues:
“Deixai que os fatos sejam fatos naturalmente
sem que sejam forjados para acontecer.
Deixai que os olhos vejam os pequenos detalhes lentamente.
Deixai que as coisas que lhe circundam estejam sempre inertes
como móveis inofensivos para lhe servir quando for preciso
e nunca lhe causar danos, sejam eles, físicos, morais ou psicológicos.
(Corpo de Lama)

quinta-feira, 17 de maio de 2007

O corcunda

Este colunista, que nas próximas quintas terá o prazer de partilhar suas inquietações e impressões com o público do Opinatorium, mereceria, decerto, que o nobre leitor desviasse dele na rua. Ou ainda que lhe atirasse tomates, quem sabe. Toda cautela é pouca quando se trata desses indivíduos cuja bizarrice pode perverter a ordem das boas mentes.

Muito cedo na vida, seu pensamento já vagueava pelos perigosos terrenos da fantasia e da ilusão, impregnado de histórias absurdas, aventureiras, românticas. Influenciaram-lhe especialmente uma classe muito particular de personagens, heróis do faz-de-conta alçados à condição de gurus supremos, exemplos de conduta e comportamento humano para o pobre colunista.

Quasímodo, o corcunda de Notre-Dame; o fantasma da ópera; a Fera, enamorada da Bela. Este colunista já quis ser todos eles. Seres repudiados por causa de suas deformidades físicas, marginalizados do mundo graças ao seu aspecto bestial, demônios que, por algum infeliz engano, foram colocados no Éden. E eis que essas aberrações, justamente esses monstros, resolvem apaixonar-se pelas mais belas moças da literatura, as mais puras e mais angelicais. E todos os sofrimentos pelos quais passam, as dores que expiam, todo o amargor que suportam por conta do amor impossível, tudo isso soa muito bonito aos ouvidos do malfadado colunista. A ponto de ele jurar que carrega uma imensa corcunda nas costas.

Mas há momentos em que mundo concreto chama com força. O passar dos anos, a vida adulta, o trabalho e sabe-se lá o quê mais, acabam injetando uma cruel dose de realidade na mente fantasiosa. E aí este colunista percebe que não mora num campanário de Igreja no século XVI, não vive de tocar os sinos nem é apaixonado por uma deslumbrante cigana. É nessas horas que ele escreve. Só assim para disfarçar o fato de que a vida não é uma ficção.

domingo, 13 de maio de 2007

Quem é o David

O tema proposto para esta semana e um simples quem sou eu. Eu escrevo na segunda feira. Isso me torna o que vai sempre introduzi-los o tema da semana.

Quem sou eu, é uma pergunta que todos nós nos fazemos por boa parte das nossas vidas. Eu posso tentar me explicar dividindo em duas partes: Minhas manias e meus vícios.

Eu como todo mundo, eu também tenho manias estranhas, uma das minhas manias que mais gosto é sempre pensar no custo beneficio, por exemplo, eu não compro o chocolate Suflair pelo simples fato que naquela barra tem mais ar que nas outras e ainda é mais caro, logo o tanto que eu for gastar em uma barra normal comparado ao tanto de chocolate que eu vou comer é menor que se eu comprar um Suflair. Já essa é uma que eu não gosto muito que é de comprar o que tiver na promoção, uma vez eu cheguei a comprar uma caixa com 200 grampos na qual eu nunca usei para prender meu cabelo, outra vez que comprei 03 latas de cajuzinho só por que estava na promoção de 4,35 para 3,27. Sim eu sou um maluco que não tenho medo de gastar dinheiro se eu acreditar que estarei “lucrando”, que é pra isso as promoções elas foram feitas para pessoas como eu. Não somos poucos conheço algumas pessoas que tem a mesma mania. Eu tenho uma mania que é ótima, eu adoro ficar repetindo uma palavra que eu gosto. Normalmente é Laranja ou Sarapatel, mas também tem Patê, Cavalo, Urubu, Caju. Outra é de gritar, mas só quando eu to só, ai eu dou uns gritos bacanas. Muitas vezes apenas para gritar, às vezes para desabafar, às vezes para chamar atenção da gostosa da rua, às vezes não é nenhuma dessas razões.

Eu não tenho muitas manias, na verdade eu tenho mais vícios mesmo. Eu sou viciado o Orkut eu tenho mais de 300 comunidades, uma mais inútil que a outra, a que eu mais gosto é a do monte de batatas, que é só isso um monte de batata. A pessoa para fazer essas comunidades tem que ser tão perturbada e desocupada quanto eu. Não eu sou mais desocupado porque eu não faço essas comunidades, apenas entro e melhor nem se quer leio os fóruns direito. Veja bem que quem faz tem um trabalho pra pensar na comunidade, na foto, em temas para o fórum, já eu apenas clico no entrar nessa comunidade e depois aceitar, isso me perturba. Mas que mais me perturba é que muitas vezes eu passo uma noite vendo as paginas de recados das pessoas, eu cheguei ao ponto de acompanhar 02 vidas, um era de São Paulo um executivo que passava o rodo aonde ia, nunca vi tanta mulher de estados diferentes sentirem tanta saudade de um camarada que passava três, quatro dias em cada cidade. Acompanhava também a vida de uma universitária de Sergipe, eu acho até hoje que ela é lésbica e engana os namorados que teve ou os namorados são umas portas porque ela tinha, ou tem, uma amiga que elas tinham uns papos, que me faziam continuar a freqüentar aquela pagina de recados. Parei de acompanhar quando o orkut colocou aquele identificador de bisbilhoteiro, foi chato, o cara de São Paulo me ameaçou e menina de Sergipe queria me conhecer. Outro vicio que eu tenho é coca, sério eu não posso viver sem Coca-Cola, queria saber como é ficar sem beber esse liquido. Poxa, também não dá pra competir com as propagandas da Coca, eu assisto e fico com sede mas sede de Coca-Cola. Aquela galera se divertindo na praia, no clube, entrando na água, fazendo esporte e todos bebendo Coca-Cola. Eu não sei vocês, mas quando eu to nesses lugares tem o isopor ta cheio de cerveja e não de Coca-Cola, e olhe que eu sou viciado.

É esse sou eu uma pessoa com manias estranhas, com vícios de beber porcaria e bisbilhotar a vida alheia. Sim eu sou uma pessoa normal, assim como todo mundo. Só para ter um final sério. Eu sou David Faustino, estudante de Ciência Política, estou em busca de um emprego(tomara que os empregadores não leiam este artigo), tenho 22 anos vou fazer 23 coisa que me tormenta e moro com meus pais, minha irmã, meu cachorro e minha gata que não gosta de mim. Esse sou eu.